Certas senhoras…

Assisti nesta sexta-feira, na TV Senado, a sessão da Comissão Especial de Impeachment em que o Governo da sra. Dilma Rousseff apresentou sua defesa preliminar.

Mais uma vez, o advogado geral da União, José Eduardo Cardoso se destacou pela tática de defender, acusando os adversários, em estilo que chamo de “Conversa de Sogra”.

Conto-lhes uma pequena história, que li não me lembro onde, e vocês dirão se estou certo ou errado.

Dois meses depois que certa senhora havia casado sua filha e seu filho em uma mesma e suntuosa cerimônia que foi o acontecimento social da cidade, uma amiga íntima lhe telefona para saber da vida dos pombinhos.

“Ah! A Mimi tirou a sorte grande”, festejou entusiasmada a certa senhora. “O marido é uma bênção de Deus. Não reclama porque ela dorme sempre até o meio-dia. Ele lhe leva o almoço na cama, para que ela possa se levantar.  Contratou duas empregadas pro diário e mais duas pros domingos, pra que ela não mova uma palha dentro de casa. Gosta que ela vá ao salão de beleza todas as tardes para fazer o penteado. Fica orgulhoso porque ela não repete um vestido, mesmo que seja só pra andar em casa. E todos os dias lhe traz uma joia de presente. É ou não é uma bênção de Deus !?”

– O Senhor seja louvado! E o teu filho?

“Coitadinho! Cacá não teve sorte”, lamentou a certa senhora. “A mulher é maldição do demônio. É uma preguiçosa.  Dorme sempre até o meio-dia. Ele leva o almoço na cama, para que ela possa se levantar. O coitadinho teve de contratar duas empregadas para o diário e duas para os domingos porque ela não move uma palha dentro de casa. Vai todas as tardes se pentear no salão de beleza. Vestido só usa uma vez, mesmo que seja só pra andar em casa. E todos os dias ele tem que lhe trazer uma joia de presente. É ou não é uma maldição do demônio ?!”

Ah! Certas senhoras…

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