Às vésperas da tempestade

Vocês vão ler nos jornais e na Internet, daqui a pouco, advertência do RBS (Royal Bank of Scotland – Banco Real da Escócia) aos seus clientes, sobre a forte possibilidade de se reproduzir, nos próximos meses, uma crise idêntica de 2008, com forte baixa das ações da Bolsa e recessão nas principais economias mundiais.

A notícia foi publicada primeira pelo jornal britânico The Telegraph (http://bit.ly/1OmVylG) e a advertência está sendo levada em conta porque naquele mesmo ano de 2008, os profissionais do RBS foram os primeiros a alertar para o caos que se avizinhava. Naquela ocasião, o Governo Lula adotou o equivoco grosseiro da “nova matriz econômica”, em cuja criação estiveram envolvidos o ex-ministro Guido Mantega e também o atual titular do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

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As previsões do RBS não são nada animadoras: as perdas das Bolsas podem chegar a 20 por cento, o preço das comodities deve desabar, inclusive o petróleo, caindo para meros 16 dólares o barril, o que significaria a ruína da economia de vários produtores do Oriente Médio e também da Rússia que já não anda lá muito bem das pernas.

As previsões do RBS se baseiam nas atribulações por que passa atualmente a economia chinesa, cujo “milagre” se baseou na expansão da dívida pública, mas se esgota sempre que se atinge o ponto de saturação e os investimentos começam a fugir do país. Aliás, não é nenhuma novidade no Brasil, onde a “acrobacia” foi tentada por Delfim Neto durante o regime militar e por Guido Mantega, a partir do segundo Governo Lula, com os resultados que todos sabemos..

O mais alarmante é que parece não termos aprendido a lição no Brasil. O Governo se nega a diminuir a gastança com que cavou o fundo buraco em que nos encontramos e que procura tapar com escorchantes aumentos de impostos, o que vai arruinar mais a economia já em frangalhos. Não satisfeito com isso, aceita examinar um plano da indústria automobilística para a “renovação da frota nacional de veículos”, como forma de estimular as vendas. O “plano” consiste em criar um “fundo” (mais dívidas, mais buraco) que compensaria e financiaria a troca de automóveis com mais de 15 anos de fabricação e caminhões com maio de 30 anos, além de reduzir de novo o respectivo IPI.

Há poucos dias o ministro-chefe da Casa Civil afirmou com todas as letras que o Governo não tem coelhos para tirar de cartolas. Mas não falou no plano nem o descartou com firmeza. O fato é que a indústria automobilística goza de muito prestígio, vamos dizer assim, com o ex-presidente Lula, tanto assim que nos últimos tempos ele e seu filho até têm falado disso à Polícia Federal, como personagens que são da Operação Zelotes.

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