Achados e perdidos

Pois eu soube de uma honesta senhora que, passeando pelo Parque Farroupilha, achou um guarda-roupas novinho em folha. E mais não digo porque não sei. Foi esta a história que ela contou ao marido quando apareceu em casa com o “achado”.

Não sejam maldosos e não riam do que acham ser ingenuidade do marido. Segundo a revista Veja desta semana, Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, achou uma empresa para lhe pagar 2 milhões e meio de reais por uma coleção de frases copiadas da Internet que criativamente ele batizou de “a perspectiva de marketing oferecida pela Olimpíada de 2016”.

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Lula não vê razões para desconfiarem do achado do filho, e eu também não vejo motivo para o marido suspeitar da honestidade da mulher. Guarda-roupas são coisas fáceis de se perder assim como fáceis de se achar são lobistas da indústria automobilística devotados à causa do esporte.

Há mexericos sobre um decreto do Governo Dilma que presenteou alguns bilhões à indústria automobilística, ao prorrogar benefícios fiscais concedidos ainda no Governo Lula. Pura maldade. As “perspectivas” do filho de Lula são bem claras: “Não existe ‘boicote’ de torcedores com (sic) empresas que patrocinam times adversários”. Nada a ver com automóveis.

Já o marido daquela mulher, escancarou o guarda-roupas. Como não encontrou ninguém escondido lá dentro, concluiu: “Minha mulher é uma santa. Como tem gente invejosa nesta vida”.